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Contribuições do design de moda e da fotografia no diálogo sobre Identidades e Apropriações Culturais
Isabela Corrêa e Castro Rocco

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


Este trabalho tem como objetivo, analisar por meio da fotografia de moda – como a apropriação cultural e o “apagamento” das identidades nacionais aparecem, mesmo em movimentos artísticos de vanguarda, e se autointitulam como críticos aos sistemas de opressão. Para tanto, parte-se do pressuposto de que, a colonização europeia foi responsável pela monocultura forçada e violenta, resultando em consequências irreparáveis para a identidade nacional nas regiões colonizadas, se consolidando com a revolução industrial e ampliando-se do capitalismo. A partir desses acontecimentos, surge o conceito de identidade moderna de Stuart Hall (2006), que dissolve as referências fundamentadas de harmonia estável na sociedade, evidenciando a fragmentação do indivíduo moderno e o surgimento de diferentes identidades culturais estimuladas pelo consumismo global. A globalização cultural, a apropriação cultural e a expansão do capitalismo são hoje profundamente dependentes dos sistemas de comunicação, como descreve Armand Mattelart (2001), que fomentou um capitalismo “sem fronteiras”. Nesse sentido, a mercantilização de culturas, identificadas na moda e na fotografia, trouxeram consigo diversas problemáticas, principalmente, na apropriação e na representação de identidades nacionais. Portanto, pensar a apropriação e a identidade cultural, a partir de reflexões subsidiadas pelo design de moda e pela fotografia, permitirá compreender os movimentos e os fenômenos da globalização que passaram a estar representadas na moda e capturadas pela fotografia.

Palavras-Chave: Identidades; Apropriações Culturais; Moda; Fotografia; Globalização.


Palavras-chave


Identidades; Apropriações Culturais; Moda; Fotografia; Globalização.

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