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CORPO QUE DANÇA: a dor e a delícia de ser o que é
JEANNE CHAVES DE ABREU, JEANNE CHAVES DE ABREU

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


O conhecimento científico está marcado pela monocultura na história da modernidade. Este conhecimento deslegitima qualquer forma de saber e conhecimento que não sejam oriundos dos parâmetros da cientificidade. A inquietude frente ao desperdício histórico e material dos saberes não hegemônicos pela ciência moderna culmina na reflexão ilusória acerca da reinvenção dos saberes. Na dança a busca pela especialização esbarra num conhecimento dicotomizado, onde culturalmente valorizamos as técnicas ditas acadêmicas como o balé clássico, deixando na marginalidade as linguagens do jazz, danças de salão, danças urbanas, entre outras. Alguns estudiosos podem discordar de tal assertiva, porém ao enveredarmos no campo através da pesquisa, ficou claro que as pessoas que não praticam a técnica do balé clássico se sentem a margem, acreditando que, o que praticam não é Arte, só recreação ou entretenimento. Entendemos que o estudo do corpo que dança está diretamente ligado com a cientificidade, porém, na história da humanidade e na cultura das sociedades ocidentais é recorrente tratarem a dança como entretenimento, diversão e lazer e o corpo que dança como marginal, sensual e erótico. Nosso objetivo nesse estudo foi pontuar os sentidos simbólicos da dor e o prazer na performatividade da arte do movimento, tendo como fio condutor a pesquisa fenomenológica, de cunho qualitativo e de campo. Investigações sobre o corpo que dança é essencial para o entendimento dessa arte de forma que a mesma seja promotora de pesquisa e cientificidade como qualquer outro ramo do conhecimento humano.

Palavras chave: dança, dor, prazer, corpo.

 


Palavras-chave


corpo, dor, prazer, dança

Referências


ABREU, Jeanne Chaves. Dor e prazer no entrelaçamento dos corpos. Ed.All Print, São Paulo, 2015.

CHURCHULAND, Paul M. Matéria e Consciência: uma introdução contemporânea a filosofia da mente. Trad. Maria Clara Cescato. Ed. UNESP, São Paulo, 2004.

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