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A ameaça do animalesco ante a humanidade: uma leitura de Cem Anos de Solidão sob a luz da filosofia de Adorno e Horkheimer
Lorena Gonçalves Oliveira

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


Importa realizar a leitura do excerto do romance Cem Anos de Solidão do colombiano Gabriel García Marquez, em que as personagens encontram-se em conflito em face da iminência de gerarem filhos animalescos, sob a luz da filosofia de Adorno e Horkheimer, uma vez que enseja a reflexão sobre a natureza da existência humana, ao passo que a humanidade parece sustentar-se no antagonismo ante aquilo que é o animal, aspecto bem apreciado quando nota-se que a cultura ocidental criou na figura da metamorfose uma espécie de castigo, posto que a sustentação do que é ser humano se dá a partir da negação das formas não racionais de vida. Para mais, a análise se estende para o campo em que a mesma dinâmica de dicotomia, entre o racional e a pulsão, passa a se aplicar na subjugação de mulheres à posição de ser inferior, também refletida na obra literária quando uma das personagens passa a utilizar uma vestimenta que prima pela castidade, de modo a evitar a gestação de filhos metamorfoseados. O presente trabalho objetiva explicitar como os questionamentos filosóficos estão estampados no escrito do autor latino-americano, bem como o que tais problemáticas e respostas revelam sobre a cultura da população. Para tanto, foi utilizada a metodologia de revisão bibliográfica. A pesquisa identificou na filosofia aspectos coerentes com aqueles abordados na literatura.


Palavras-chave


Cem Anos de Solidão; filosofia; literatura; metamorfose; natureza humana.

Referências


ADORNO, T.; HORKHEIMER M., Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. 224 p.

 

MARQUEZ, G. Cem anos de solidão. 113ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2020. 446 p.

 


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