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Cidades hostis: a geografia da opressão no tecido urbano brasileiro
Kauê Santos Lima

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


Nesse resumo pretendemos analisar o papel da geografia como campo do conhecimento voltado para o domínio, se tornando uma ferramenta a partir da detenção do poder, do controle e, de manutenção do mesmo, sendo que o espaço é o plano essencial da existência da dominação e do poder, pois é nele que toda essa imaterialidade do poder se materializa e se concretiza factualmente. Logo, trabalharemos também a geografia em seu sentido lato, analisando as características geográficas do domínio no meio urbano brasileiro desde os séculos iniciais da colonização portuguesa, levando em consideração as maiores cidades, uma vez que os problemas urbanos são mais explícitos nessas regiões, mas podem ser observados também nas cidades de outras escalas, em menor intensidade. Faremos um fio condutor para interpretar esse fenômeno partindo do ponto dos usos da geografia como ferramenta estratégica do poder ao longo do tempo, passando pelo processo de formação das cidades e controle da classe dominante sobre o território até as suas atuais formas, posteriormente veremos os papeis das opressões no sistema capitalista e suas ocorrências no atual símbolo do capital, as cidades modernas, em sequência traçaremos o paralelo entre o sistema de produção vigente e a opressão espacial, observando as funções sociais de cada agente e instituição, e suas formas de operação, tendo sempre como ótica o materialismo histórico mesmo se utilizando de elementos pós estruturalistas adequando-os à dialética para a interpretação da realidade e especificamente do fenômeno em questão.


Palavras-chave


Cidades; geografia; opressão; trabalho.

Referências


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