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ESCREVIVÊNCIA DO CORPO(POLÍTICA)FRONTEIRIÇO: contra o desperdício da experiência
Viviani Cavalcante de Oliveira Leite, Edgar Cézar Nolasco

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


O objetivo deste trabalho, como já sinalizado no título, é empreender uma reflexão que se dá contra o desperdício da experiência em contraproposta ao pensamento moderno que excluiu os corpos fronteiriços seus saberes e experiências.  Para tanto, valeremo-nos de uma teorização epistêmico-conceitual acerca do conceito de escrevivência do corpo(política)fronteiriço partindo do conceito de escrevivência cunhado pela escritora mineira Conceição Evaristo. Dessa maneira, tal reflexão se dará à esteira da teorização descolonial (MIGNOLO) e da crítica biográfica fronteiriça, considerando o lócus, os corpos e as experiências dos sujeitos envolvidos, experiências estas que foram/são atravessadas pela modernidade/colonialidade e emergem como sintomas da ferida colonial ainda aberta.  Partimos da premissa de que das experiências de quem vive debaixo das pedras modernidade/colonialidade é que emerge a escrevivência do corpo(política)fronteiriço enquanto um ardil para arredar as pedras impostas pelo sistema-mundo que insistem em esmagar excluir corpos mulheres, corpos negros, corpos indígenas, corpos homossexuais, entre outros. A metodologia do presente trabalho será de caráter eminentemente bibliográfico, desenvolvida, dentre outros, por críticos como Walter Mignolo e Edgar Cézar Nolasco.


Palavras-chave


Crítica biográfica fronteiriça; escrevivência do corpo(política)fronteiriço, experiência; teorização descolonial.

Referências


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