Tupã - Sistema Online de Apoio a Eventos do CLAEC, III Seminário Latino-Americano de Estudos em Cultura

Tamanho da fonte: 
Pensamento Conservador e Educação no Brasil
VANILDA MARIA DE OLIVEIRA

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


A educação sexual assim como a discussão transversal de gênero e sexualidade na escola têm sido alvo de embates e controle político e que geram também acalorados debates na sociedade. Apresento aqui como movimentos políticos conservadores têm estimulado a abordagem desses temas na escola desde que seja de uma perspectiva sexista, higienista e eugenista e, de outro lado, como setores progressistas validam a importância dessa discussão como fundamental para a construção de uma sociedade democrática em que predomine valores como respeito, liberdade, igualdade e pluralidade. Nessas lutas políticas pela inclusão ou não dessas pautas e o modo de inclusão estão sendo discutidas o próprio papel da educação escolar, apesar dele já estar constitucionalmente definido. Esse trabalho é resultado de pesquisa bibiográfica e documental, incluindo análise da LDB, constituição e Projeto de Lei Escola Sem Partido.


Palavras-chave


educação sexual; gênero; sexualidade; papel da educação escolar

Referências


BRASIL, Senado Federal do. Constituição da república federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.

BRASIL. Lei de diretrizes e bases da Educação Nacional. 1996.

BRITZMANN, Deborah. Curiosidade, sexualidade e currículo. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. p. 85-111.

FURLANI, Jimena. Encarar o desafio da educação sexual na escola. Paraná. Secretaria de Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Diversidade. Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual. Sexualidade. Curitiba, p. 37-49, 2009.

LEITE, Vanessa. “Em defesa das crianças e da família”: Refletindo sobre discursos acionados por atores religiosos “conservadores” em controvérsias públicas envolvendo gênero e sexualidade. Sex, Salud Soc. Rio de Janeiro, n. 32, p. 119-142, Aug.  2019.   Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872019000200119&lng=en&nrm=iso . Acesso em 29 maio 2019.

PALMA, Yáskara Arrial et al . Parâmetros curriculares nacionais: um estudo sobre orientação sexual, gênero e escola no Brasil. Temas psicol., Ribeirão Preto, v. 23, n. 3, p. 727-738, set.  2015 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2015000300016&lng=pt&nrm=iso . Acesso em 13 de março de 2020.  http://dx.doi.org/10.9788/TP2015.3-16.

.PENNA, Fernando. “Programa “escola sem partido”: uma ameaça à educação conservadora”. In: GABRIEL, Carmen; MONTEIRO, Ana Maria & Martins, Marcus Leonardo (orgs). Narrativas do Rio de Janeiro nas salas de aula de História. Mauad X, Rio de Janeiro, 2016.

RIBEIRO, P. R. C. Revisitando a história da educação sexual no Brasil. In: RIBEIRO, P. R. C.  (Org.). Corpos, gêneros e sexualidades: questões possíveis para o currículo escolar. 3. ed. Rio Grande: FURG, 2013. p. 11-16.

ROSEMBERG, F. Educação sexual na escola. Cadernos de Pesquisa, n. 53, 1985, p. 11-19.

SEFFNER, Fernando. Um bocado de sexo, pouco giz, quase nada de apagador e muitas provas: cenas escolares envolvendo questões de gênero e sexualidade. Revista de Estudos Feministas, v. 19, n. 2, p. 561-572, 2011. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2011000200017&lng=en&nrm=iso . Acesso em 13 de março de 2020.


Texto completo: PDF