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A Costura do Invisível: uma análise sobre o efêmero
Laura schemes Prodanov, Sibele da Silva Lange Repenning

Última alteração: 02-01-2021

Resumo


Este artigo tem como temática o desfile A Costura do Invisível, do estilista paulista Jum Nakao, que foi considerado um marco na história da moda brasileira por seu caráter diferenciado e inovador.
Os objetivos são entender a moda como manifestação cultural e analisar a coleção e o desfile citados procurando entender a estratégia utilizada por Nakao para refletir sobre a cultura do efêmero. A metodologia utilizada foi a análise semiótica de Santaella (2007) a partir das imagens fotográficas e fílmicas do desfile e coleção.
O desfile analisado foi realizado na edição do São Paulo Fashion Week de 2004, gerando, posteriormente, um livro e um filme sobre o processo de criação, não só das roupas, mas também do cenário, trilha sonora e outros elementos que fizeram parte do desfile. A coleção apresentada gerou grande comoção no mundo da moda pois as roupas eram feitas de papel, inspiradas no vestuário do século XIX, mas combinadas com perucas imitando bonecos Playmobil e maquiagem preta e branca, causando um estranhamento na plateia, tendo em vista que ela não tinha sido previamente avisada de que o desfile seria composto de roupas de papel, e não tecido, tampouco que, ao final, as modelos se enfileiram na passarela e rasgam as roupas. Os principais teóricos utilizados para esta pesquisa foram Crane (2011), Castilho (2004) e Santaella (2007). A reflexão nos leva a perceber que o desfile, enquanto diálogo, criou trilhas de sentidos, culminando estrategicamente num desfecho impactante no público para um repensar sobre o efêmero.

Palavras-chave


A Costura do Invisível; Desfile; Jum Nakao; Moda; Narrativa.

Referências


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