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Cultura de massa, redes sociais e mídia: instrumentos para práticas culturais, educacionais e para (des) construção da cidadania
Mamede Leão Mamede

Última alteração: 31-05-2019

Resumo


Vivemos em um tempo “estranho” como muito bem sinalizou o eminente historiador, Erick Hobsbawm, tempos esses em que as redes sociais e a mídia permeiam a vida de todos nós e nos colocam online com todo tipo de circulação de informação e (des) informação. Através delas, dos compartilhamentos aleatórios de informações, de fake news circulando pra todos os lados e basicamente em vários meios de comunicação, de ascensão dos extremismos, de reprodução de desigualdades, e o uso político do medo, é fundamental pensarmos na responsabilidade de veiculação das ideias e das informações. Dessa forma, alarmantes ataques à democracia e à profissão docente realizados praticamente diariamente colocam para os historiadores e pensadores contemporâneos  o desafio de pensar as mídias dentro dos projetos políticos e dentro da disputa de poder. Ou seja, esse debate objetiva uma introdução ao amadurecimento da reflexão midiática: os educadores precisam perceber as empresas de comunicações e as informações veiculadas como históricas, ou seja, pertencentes a uma estrutura, uma conjuntura, um processo de poder possuindo interesses políticos próprios. Considerando aqui fundamental que os educadores e os pensadores de um modo geral saibam distinguir as informações enquanto um discurso, ou seja, parte de alguém e é direcionado a um público. Assim, pretende num primeiro momento, uma reflexão a partir dos autores que estudaram as mídias como parte de veiculação ideológica, ou seja, de domínio de uma classe sobre a outra. Em um segundo momento, será realizada uma analise  mais aprimorada entre acadêmicos e professores a respeito do papel da cultura nesse processo de informação e (des) informação.

Palavras-chave


Educação; Ideologia; Mídias; Poder.

Referências


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