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Tornando-se homem: tessituras do falar de ‘nós’ a partir de ‘si’
Nelson Soutero Coutinho Neto

Última alteração: 07-05-2019

Resumo


A presente proposta de trabalho tem como objetivo refletir sobre como se articulam as tessituras de construções de masculinidades e homem entre três sujeitos-autores que se expressam por meio de suas autobiografias sendo elas: Eu, de Ricky Martin (2010); Viagem Solitárias: memórias de um transexual trinta anos depois, de João W. Nery (2011); e Na Minha Pele, de Lázaro Ramos (2017). Para tanto, será apresentada como instrumento à reflexão a etnobiografia considerando que ao ‘falar de si’ no campo da micro-sócio-político-cultural há também um ‘falar de nós’. Junto a esta etnobiografia estarão outros textos que auxiliarão quem lê a compreender como pode ser possível a identificação dessas articulações que tecem e/ou rasgam os sentidos de homem e masculinidade em cada uma das obras sugeridas.


Palavras-chave


autobiografia, gênero, masculinidades, etnobiografia, sexualidade

Referências


BENTO, B. O que é transexualidade. São Paulo: Brasiliense, 2017.

BUTLER, J. Relatar a si mesmo: crítica da violência ética. Autêntica, 2015.

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MARTIN, Ricky. Eu. São Paulo: Planeta, 2010.

RAMOS, Lázaro. Na Minha Pele. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.

SOUSA SAMPAIO, R.; AMORIM GARCIA, C. Dissecando a masculinidade na encruzilhada entre a psicanálise e os estudos de gênero. Psicologia em Revista, v. 16, n. 1, p. 81-102, 2010. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682010000100007>. Acessado em 10 de mai. de 2018.

W. NEY, João. Viagem Solitária - Memórias de um transexual 30 anos depois. São Paulo: Leya, 2011.


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