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Clarice Lispector e o direito de punir no livro A maçã no escuro: uma leitura crítico-biográfica fronteiriça
Bárbara Artuzo Simabuco, Edgar Cézar Nolasco

Última alteração: 31-05-2019

Resumo


A proposta do presente trabalho é estudar a relação entre Clarice Lispector e o Direito construindo uma aproximação metafórica entre as duas personas, adotando como base as considerações feitas pela autora no texto “Observações sobre o direito de punir” (2005) e o livro A maçã no escuro (1999), além de elementos biográficos (constantes em entrevistas e na biografia da autora). A pesquisa se fundamenta na crítica biográfica fronteiriça, termo cunhado por Edgar Cézar Nolasco, possibilitando a criação de uma fronteira epistemológica na qual a escritora e a estudante se aproximam considerando estarem à margem uma vez que os ofícios (escritora e estudante de direito) eram exercidos predominantemente por homens, brancos e abastados. A metodologia utilizada é a comparativa (SOUZA, 2011, p. 20) permitindo a leitura e aproximação teórica entre épocas e produções distintas da vida de Lispector. A sustentação crítica será embasada por meio de teóricos e biógrafos como: Edgar Cézar Nolasco, Eneida Maria de Souza, Silviano Santiago e Nádia Gotlib. Algumas das obras utilizadas, dentre outras mais que dialogam com a nossa epistemologia, são: CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS, Janelas indiscretas: ensaios de crítica biográfica (2001), Crítica cult (2007), Clarice: uma vida que se conta (1995), Com Clarice (2013) e Outros escritos (2005).


Palavras-chave


Clarice Lispector, A maçã no escuro, Direito

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