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A escola indígena Wakõmēkwa e seus processos de ensino e aprendizagem na perspectiva da interculturalidade: um relato de experiência
Raquel Castilho Souza, Karylleila Santos Andrade, Kátia Maia Flores

Última alteração: 31-05-2019

Resumo


Esse trabalho apresenta reflexões de uma pesquisa em andamento referentes às experiências de campo das atividades de doutorado as quais vêm sendo realizadas na Escola Indígena Wakõmēkwa, da Aldeia Riozinho Kakumhu, localizada no estado do Tocantins, Brasil. Esta pesquisa é de natureza qualitativa, fundamentada na perspectiva etnográfica, com utilização de procedimentos metodológicos da observação participante. Os autores que sustentam as discussões teóricas e metodológicas perpassam pelos estudos de Bourdieu (1989), Fleuri (2003), Henriques et al (2007), bem como os documentos oficiais que regulamentam a Educação Escolar Indígena. Como resultados preliminares da pesquisa in loco, percebeu-se a manutenção do currículo oficial da educação do estado e que os materiais didáticos são, em sua maioria, na língua portuguesa. Para a comunidade, a escola tem o papel de pertencimento e de aproximação à cultura Xerente. Para eles, a aprendizagem é contínua e diária na aldeia. Ela, como uma “fruta”, pode espalhar sementes entre os povos indígenas a partir do conhecimento de mundo. Sendo assim, a reflexões realizadas, até o momento, nos permitem concluir que é preciso compreender melhor as práticas pedagógicas, os dispositivos simbólicos e os movimentos presentes na escola Wakõmẽkwa para que a democratização do ensino indígena seja realmente algo significativo para o grupo no seu processo de formação, em busca de uma educação emancipadora e intercultural.


Palavras-chave


Cultura; escola indígena; interculturalidade; povo Xerente.

Referências


BRASIL. Referenciais para a formação de professores indígenas. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC; SEF, 2002.

 

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução de Fernanda Tomaz. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1989.

 

FLEURI, R. M. Intercultura e educação. Revista Brasileira de Educação. Rio de Janeiro, v. 10, n. 23, p.16-35, maio/ago. 2003.

 

HENRIQUES, R. et al (Orgs.).  Educação Escolar Indígena: diversidade sociocultural indígena ressignificando a escola. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Brasília: Sedac/MEC, 2007.

 

THIRY-CHERQUES, H. R. Pierre Bourdieu: a teoria na prática. RAP Rio de Janeiro 40(1):27-55, Jan./Fev. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rap/v40n1/v40n1a03.pdf>. Acesso em: 2 abr. 2018.

 

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_______. LEI Nº 78, de 20 de junho de 2007. Governador do Estado do Tocantins – Secretaria da Educação e Cultura, Conselho Estadual de Educação.


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