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A Marginalidade em Detrimento da Interculturalidade em Regiões de Fronteira Geográfica Enunciativa
Simone Beatriz Cordeiro Ribeiro

Última alteração: 23-11-2017

Resumo


Este estudo advém de uma pesquisa de doutorado desenvolvida no município de Guaíra, Paraná, a respeito do ensino e da aprendizagem da Língua Espanhola enquanto Língua de Fronteira. Como Guaíra faz fronteira com o Paraguai e recebe muitos alunos estrangeiros que não falam a Língua Portuguesa, situação que tem dificultado o processo de ensino e de aprendizagem no Ensino Fundamental I, realizou-se uma entrevista nas instituições de ensino da cidade buscando traçar como a escola recebe esses alunos e como trabalham com a língua e com a cultura que os discentes trazem consigo, uma vez que a situação evidenciada atualmente pelas fronteiras e seus habitantes tem demonstrado que estas vão além de limites cartográficos e de poder, pois são também espaços de interação linguística, cultural, social, étnica e política, o que as caracteriza como fronteiras geográficas enunciativas (RIBEIRO, 2015). Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa de campo a partir da perspectiva da Linguística Aplicada e da Sociolinguística, quando tratam de direitos linguísticos, das Políticas e Planificações Linguísticas e do Ensino de Línguas sob a perspectiva de Língua(s) de Fronteira (STURZA 2006; RIBEIRO, 2015).

Palavras-chave


Fronteira Geográfica Enunciativa, Interculturalidade, Língua Espanhola, Linguística Aplicada, Marginalidade

Referências


CAMPIGOTO, José A. Hermenêutica da fronteira: a fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Florianópolis, 2000. Tese de Doutorado em História. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Florianópolis, 2000.

 

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