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Desenvolvimento Regional nas Cidades de Fronteira: aspectos sobre o conceito de desenvolvimento nas cidades de Jaguarão (BR) e Rio Branco (UY)
Fabrizio Moraes Fernández, Patrícia Rodrigues Chaves da Cunha, Romério Jair Kunrath

Última alteração: 23-01-2018

Resumo


A presente estrutura econômica na América Latina faz com que um resgate histórico dos atores sociais que formam a zona de fronteira Brasil e Uruguai venha a contextualizar o desenvolvimento econômico e social das cidades analisadas nesse estudo. A sociedade representada pelas associações comerciais dos dois países; os consulados do Brasil e do Uruguai, respectivamente citados através da Comissão do MERCOSUL da ALRS. Neste contexto de conjuntura internacional surge a globalização através de blocos econômicos que aproximam cidades delimitadas por uma linha divisória e aproximadas por interesses econômicos, ou blocos econômicos como a União Europeia (UE) e MERCOSUL. As semelhanças e diferenças entre os mesmos são perceptíveis por parte dos seus agentes, habitantes, interesses e realidades. O contexto regional nas cidades de Jaguarão e Rio Branco é construído sobre a dinâmica de desenvolvimento econômico como uma das formas de integração, pois o que é transferido para os habitantes dessas regiões são as linhas imaginárias e divisórias. Dois países que hoje fazem parte de um bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (membros efetivos) e que vislumbra um crescimento internacional com foco no desenvolvimento regional no qual está inserida a zona de fronteira. A fronteira na contemporaneidade é vista como uma forma de transcender estas linhas imaginárias. Pontes e marcos históricos não mais separam, pelo contrário,  unem cidades que se transformam em uma estrutura diferenciada, formando uma identidade única nessas áreas que se apresentam como formas de integração no bloco chamado Mercado Comum do Sul – MERCOSUL.


Palavras-chave


desenvolvimento regional, fronteira, MERCOSUL, integração.

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