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Investigando alguns modos de subjetivação do corpo jovem na mídia contemporânea
Guilherme Rego Rockembach, Suélem do Sacramento Costa de Moraes, Bárbara Hees Garré

Última alteração: 24-01-2018

Resumo


Este estudo objetiva compreender alguns processos de subjetivação que fabricam uma população dita Jovem na atualidade. Destaca-se que ao estudar um modo de ser jovem múltiplos atravessamentos se produzem, entre eles questões relacionadas ao corpo, já que esse corpo é também fabricado culturalmente e conduzido através dos discursos que por ele perpassam. Assim, este trabalho situa-se em problematizar principalmente uma produção discursiva acerca dessas questões relacionadas com cuidados com o corpo e com a saúde, que reverberam nas mídias digitais, constituindo alguns discursos hegemônicos que subjetivam uma população dita jovem. Nessa correnteza, compreende-se a mídia como uma pedagogia cultural, que ensina, educa e fabrica sujeitos e subjetividades para além dos muros escolares. Recorrentemente, nas mídias, celebridades expõem suas rotinas, como uma forma de incitar seus seguidores a adotarem práticas semelhantes às suas e algumas dessas versam sobre cuidados com o corpo e com a saúde. Desse modo, há um consumo, através de uma interpelação muito sútil, de comportamentos, hábitos e atitudes que atingem de modo potente os sujeitos jovens. Compreende-se uma visibilidade cada vez maior dessas celebridades midiáticas, sejam elas youtubers, blogueiros, gamers, diferentes influenciadores digitais, que se tornam, de algum modo, vozes autorizadas a proferir um discurso tomado como verdadeiro, e, como promessa de uma vida feliz. Aqui se pretende questionar a hegemonia de tais discursividades e do quanto elas são subjetivantes a partir da teorização foucaultiana.

Palavras-chave


Educação; Juventude; Pedagogias Culturais; Mídia; Modos de Subjetivação.

Referências


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