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UM ESTUDO PELOS CAMINHOS FOUCAULTIANOS: CORPOS NEGROS CONTADORES DE HISTÓRIAS
Raquel Silveira Dias, Paula Correa Henning, renata LOBATO schlee, Virginia Tavares Viera

Última alteração: 24-01-2018

Resumo


Trazemos a dança afro para análise e problematizações sobre ser negro no Brasil. A dança afro como potente artefato cultural e como possibilidade de deslocamento de algumas certezas construídas sobre a condição de ser negro no país. Desta forma temos como problema de pesquisa a seguinte inquietação: Como grupos de dança-afro a cidade de Pelotas contribuem na formação de sujeitos negros na atualidade?  A partir desta discussão nos lançamos em Foucault pontuando a dança como “saber sujeitado”, isto é, saberes que estão a nossa volta, que foram construídos há longa data, mas que são ocultados, desqualificados. Não entram na ordem do dizível, mas que podem apresentar-se como uma potente ferramenta para/de discussão. O caminho metodológico tem como cenário grupos de dança afro da cidade de Pelotas. Busca-se os estudos foucaultianos, porque não se acredita na história como se pudéssemos estabelecer uma origem, ou uma linha de continuidade que tem um fim específico. Onde a origem dos acontecimentos é justificada no passado. Desta forma a possibilidade de movimento e mudança ficam presas a razões primeiras, que já não constituem o palco do presente, metamorfoseados por práticas num tempo real de disputa de poder e de invenções. Consideramos o espaço da dança afro na cidade de Pelotas como uma possibilidade de investigação que poderá permitir encontrar elementos acerca das relações de poder, resistência e de verdade na luta anti-racista.


Palavras-chave


Contemporaneidade, Dança, Racismo, Sujeitos

Referências


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