Tupã - Sistema Online de Apoio a Eventos do CLAEC, III Encontro Humanístico Multidisciplinar e II Congresso Latino-Americano de Estudos Humanísticos Multidisciplinares

Tamanho da fonte: 
Movimento Escola sem Partido: os sentidos nos discursos sobre a esquerda
Rocheli Regina Predebon Silveira

Última alteração: 21-01-2018

Resumo


Os discursos a partir do ambiente digital foram resignificados, assim como os sujeitos e sentidos passaram a ter uma nova constituição. Com isso, esse trabalho busca compreender os sentidos que podemos estabelecer a partir do termo “esquerda”, empregado nos discursos dos seguidores do movimento Escola sem Partido em sua página oficial no Facebook. Para tentar estabelecer esses sentidos, nos embasamos na teoria da Análise de Discurso de linha francesa, mobilizando principalmente os conceitos sobre discurso digital, memória digital e máquina ideológica. A partir da análise percebemos as formações discursivas (FDs) em torno do termo “esquerda” vem sempre imbuídas de negatividade e associadas a algo ruim, além de estarem sendo relacionadas ao comunismo. O que implica em um assujeitamento dos sujeitos inscritos nessas FDs por estarem sendo afetados por instituições que funcionam como uma “máquina ideológica”, aqui posta como o movimento ESP.


Palavras-chave


Discurso digital. Sentidos. Esquerda. Movimento Escola sem Partido.

Referências


DIAS, C. A análise do discurso digital: um campo de questões. Revista Eletrônica de Estudos do Discurso e do Corpo – REDISCO, Vitória da Conquista, v. 10, n. 2, p.8-20, jul./dez. 2016. Disponível em: <http://periodicos.uesb.br/index.php/redisco/article/viewFile/6139/5880>. Acesso em: 20 maio. 2017.

 

INDURSKY, F. O trabalho discursivo do sujeito entre o memorável e a deriva. Signo y Seña - Revista del Instituto de Linguística, v. 24, p. 91-104, dez. 2013. Disponível em: <http://revistas.filo.uba.ar/index.php/sys/article/view/118>. Acesso em: 28 jun. 2017.

 

MOVIMENTO – Revista de Educação. Entrevista com Fernando Penna. Movimentos: Revista de Educação, Niterói, ano 2, n 3, p. 294-301, 2015. Disponível em: <http://www.revistamovimento.uff.br/index.php/revistamovimento/article/view/275/23 6>. Acesso em: 20 de jun. 2017.

 

ORLANDI, P. E. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. ed. 3. Petrópolis: Vozes, 1996.

 

PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução de Orlandi, et al. 3. ed. Campinas: Unicamp, 1997.


Texto completo: PDF