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Prolegômenos para uma cartografia rítmica: soundborders, territórios híbridos nas dinâmicas do Marabaixo
Sheila Accioly

##manager.scheduler.building##: Campus Jaguarão
##manager.scheduler.room##: Sala 304
Data: 11-11-2016 08:00 AM – 11:30 AM
Última alteração: 20-10-2016

Resumo


O artigo reflete sobre a rítmica do marabaixo e a produção de espaços híbridos de identidade cultural. O objetivo do artigo é construir uma reflexão acerca das possibilidades de aplicação do método cartográfico a territórios sonoros, produzindo o que denominamos de cartografia rítmica. Para tanto, tomamos como objeto a face musical do marabaixo, considerando a tradição como produtora de espaços imaginários e imaginados. Manifestação tradicional do catolicismo popular do estado do Amapá, o marabaixo é um referencial da identidade negra na região, caracterizado pelo canto e pela dança ao ritmo de tambores artesanais, convertendo-se em sinônimo de resistência cultural. O marabaixo sobrevive, referencialmente, nos municípios de Macapá, Mazagão e Curiaú. No entanto, sua influência musical transcende estes espaços nativos, ganhando alcance regional. Os tambores ecoam nas noites amapaenses, embalando a coreografia circular. No compasso dos rearranjos, a tradição redesenha seus percursos na cultura, reconfigurando-se e atualizando suas marcas. O toque característico contribui para o delineamento do perfil da resistência e da afirmação da identidade negra e quilombola no Amapá. Os ecos de suas influências conformam um território musical no qual letras, ritmos e performances compõem uma cena cultural de signos flutuantes, produzindo outros espaços dentro e fora do estado.