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DIÁLOGO FREIREANO E O DIÁLOGO INTERCULTURAL NA ESCOLA INDÍGENA
Ana Lucia Castro BRUM

##manager.scheduler.building##: Campus Jaguarão
##manager.scheduler.room##: Sala 305
Data: 10-11-2016 08:00 AM – 11:30 AM
Última alteração: 20-10-2016

Resumo


Resumo

Este artigo propõe-se a discutir sobre o diálogo intercultural na educação indígena, como uma nova concepção de educação libertadora. Inicia com breve relato sobre a realidade histórica da América Latina e seus sofrimentos, passa a conceituação individual, entendimento e reflexão sobre o diálogo freireano e diálogo interdisciplinar até relacioná-los a escola indígena e a educação indígena, fortificando, desta maneira, sua importância.  O diálogo, a partir do amor, do respeito e da humildade entre homens e mulheres é o princípio fundamental para uma educação progressista. Os povos indígenas vêm sobrevivendo há séculos, para preservar a sua cultura, sua identidade, sua língua materna, sua cosmologia, sendo assim uma educação baseada no diálogo intercultural para dar mais visibilidade aos povos indígenas, onde todos e todas se sintam sujeitos de direitos e que possam ser atores na sua emancipação social. O anúncio da Educação para a libertação e a emancipação destes povos, é o horizonte para que eles possam viver com dignidade humana. A Educação Libertadora baseada em princípios de Paulo Freire e Enrique Dussel para a formação de sujeitos sociais que possam construir uma sociedade com mais humanização, constitui-se como uma possibilidade para essa construção. A aposta é que a Educação Libertadora torne possível à emancipação social entre os povos indígenas e não indígenas, anunciada por Boaventura S. Santos. Uma Educação Popular Indígena fundamentada nos princípios filosóficos da liberdade ética, igualdade e autonomia. Onde o respeito ao outro e a amorosidade são imprescindíveis para que exista uma boa convivência entre povos indígenas e não-indígenas, sendo possível assim a preservação da cultura dos donos reais desta terra.