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Mulheres negras, escutem! O feminismo e seus limites para explicar mostras tão polissêmicas de África no Brasil
MAÍSA MARIA VALE, Lina Maria Brandão de Aras

##manager.scheduler.building##: Campus Jaguarão
##manager.scheduler.room##: Sala 306
Data: 11-11-2016 08:00 AM – 11:30 AM
Última alteração: 20-10-2016

Resumo


O objeto deste artigo é refletir sobre as contribuições teóricas desenvolvidas por mulheres negras, feministas ou não, ao feminismo hegemônico latino-americano. Partindo do pressuposto de que formas políticas organizacionais se estabeleceram nestas sociedades sob diversos formatos pelas mãos de mulheres negras, muito antes de estas pisarem nas Américas, assumimos que as ações e estratégias políticas dessas mulheres vêm de longe, e foram se ressignificando no convívio com a instituição da escravidão, com o mito da democracia racial e a ideologia do branqueamento, mas, sobretudo, por diversas configurações de saberes, entre negritudes, africanidades e latinidades. Neste sentido, problematiza em que medida o pensamento feminista negro no Brasil tem sido útil para fazer emergir essas experiências, reafirmar essa identidade política, forjar novas agendas e potencializar diferentes frentes de luta, como a Rede de Mulheres Negras e a I Marcha de Mulheres Negras à Brasília contra a violência e pelo bem-viver.