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HANNAH ARENDT E A LIBERDADE NA POLÍTICA
Juliana Scheriden Amaral

##manager.scheduler.building##: Campus Jaguarão
##manager.scheduler.room##: Sala 305
Data: 10-11-2016 08:00 AM – 11:30 AM
Última alteração: 20-10-2016

Resumo


Hannah Arendt (1906-1975) a partir do "Fenômeno do Totalitarismo", refletiu sobre a importância da política e do agir político, momento em que é necessário que haja “liberdade política”, nos termos dela. A liberdade é entendida por Arendt como a manifestação do ser humano no espaço público, cujo aparecimento é mediado pela linguagem sem coação, na pluralidade, na singularidade, visando a ação. A ausência da liberdade pode provocar experiências nada edificantes para a existência do homem, como os fatos, por exemplo, os do Nazismo – campos de concentração e de extermínio, a mentira política, entre outros... Nesse sentido, é preciso compreender como Arendt entende a liberdade, momento em que surge a questão: como a liberdade é condição para a política? e por quê? Na concepção dela, "o sentido da política é a liberdade". Para tanto, Arendt distingue a liberdade política da filosófica. A liberdade política precisa da presença de seres humanos que pensem e julguem, que escolham e ajam, e seu exercício será efetivo, e não um mero comportamento. Arendt enfatiza, em seus estudos, a liberdade política, pois para ela a liberdade corresponde à possibilidade de agir.