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O Crochê em Intervenções Urbanas: o fazer geracional formador de lugares culturais afetivos
Ana Célia Carneiro Oliveira, Nadja Maria Mourão

Última alteração: 23-06-2020

Resumo


Atualmente, cidades e metrópoles passam por intervenções de grupos sociais que executam ações espontâneas públicas. Algumas dessas são intervenções urbanas, a partir de fazeres manuais geracionais, interagindo gerações em práticas afetivas de tecer fios e cobrir espaços urbanos, transformando-os em lugares de compartilhamento e participação. Este estudo busca apresentar, por meio de uma pesquisa qualitativa e de revisão bibliográfica, em uma breve análise sobre a importância do fazer artesanal como elemento inspirador para formação de lugares afetivos.  Dessa forma, a pesquisa teve como objetivo identificar a prática do crochê como elemento de intervenção urbana em cidades (especialmente no Brasil), em atuações espontâneas da sociedade. São apresentados alguns exemplos que utilizam da arte e dos métodos do design, por essência criativa na cultura material e suas intangibilidades. As transformações do espaço podem marcar profundamente a vida cotidiana do morador de uma cidade. A prática de levar o crochê aos elementos públicos provocam as mais variadas emoções, como o pertencimento da cidade. Impactante e afetivo, o trabalho abre um caminho para reflexões acerca da utilização dos espaços urbanos, da integração da arte ao dia a dia das cidades e da reutilização de materiais.

Palavras-chave: crochê; intervenção urbana; cultura; fazer geracional; lugar afetivo.


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