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Ixpiaí nossa gente sacudida no cinema
Andréa Ferraz Fernandez

Última alteração: 14-12-2020

Resumo


Ao  assistir um filme sobre a cidade -ainda que fictício- as pessoas querem sentir-se representadas pelas imagens que veem, gostam de reconhecer os lugares e tem prazer na sensação de familiaridade com a história, algum traço de um personagem ou da trama.

Parece interessante perguntar que tipo de imagem é capaz de simbolizar, representar ou caracterizar uma determinada cultura regional sem reduzi-la a suas formas folclóricas ou pitorescas? E o que é que representa uma cidade, sua cultura, o instante atual de complexidade social, cultural e suas interações e pluralidades? Olhar o cinema como locus de debate social é preocupar-se com as relações entre a indústria cultural e questões de ordem social, política, econômica e ideológica, pelas relações entre indivíduos e sociedade e entre a produção e o consumo, assim também com a perpetuação de valores culturais alheios a nossa própria cultura, inoculados por variadas formas de comunicação massiva. Observando o caso das produções audiovisuais recentes de MT, especificamente os curta-metragens produzidos a partir do Edital lançado em 2016, pela Secretaria do Estado da Cultura de MT, é inquietante descobrir como a cidade de Cuiabá e seu entorno, sua gente e sua cultura, estão retratadas em tais produções, identificando visibilidade e ausências e analisando-as relativamente ao paradigma euro-centrado. Esta investigação em andamento, que corre a partir das proposições teóricas de Enrique Dussel, Boaventura de Sousa Santos e Ramón Grosfoguel, propõe identificar se há ou não elementos pertencentes às proposta do Decolonialismo Cultural e a Filosofia da Libertação, nas produções audiovisuais recentes de Mato Grosso, sendo uma das preocupações centrais a discussão da representatividade e identidade em contextos local e regional.



Palavras-chave


Cinema; Decolonialismo Cultural; Filosofia da Libertação

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